O Canteiro e a Burocracia
A administração do Praia-Golfe resolveu na última Páscoa construir um canteiro de flores no recanto ao lado da sua entrada. A razão de tão súbita inspiração florista relacionava-se com a fedentina a mijo que daquele mictório clandestino exalava (aliás como de outros mictórios da cidade, pois mijadouros públicos não é com a actual Câmara). Se bem o pensaram, bem o começaram a fazer.
Vai daí, o fiscal camarário mandou suspender a obrasita intimando à apresentação do projecto. Parou a obra, ficou o entulho ali durante todo o verão. É o que se pode dizer «foi pior a emenda que o soneto».
Então não faziam a obra e pagavam a multa, ó senhores hoteleiros? Vocês não vêem as obras das bancadas e os planos de urbanização ' a serem superiormente ignorados?
Espinho Vareiro, 7 de setembro de 1984