ASSEMBLEIA MUNICIPAL REPUDIA PROJECTO DA CP

PS—«Adenominada quadruplicação da via férrea entre Ovare Granjatem consequências gravíssi-mas para Espinho, facto que o próprio estudo não consegue esconder»
PSD — « Estamos perante um atentado à harmonia urbana de Espinho» P
PP — « Prevê-se que a zona central da cidade a poente da via férrea fique ainda mais «encurralada», transformando-se num verdadeiro « ghetto»
CDU — « Não aceitar que espinho fique separado em dois blocos, um a poente e outro a nascente da via férrea»

A unanimidade de todas as forças políticas da Assembleia Municipal contra a quadruplicação da via férrea no atravessamento da zona nobre da cidade foi o ponto mais saliente da sessão realizada no último dia 25 de Julho. 
Resolvido foi, também, que os representantes dos partidos fundissem as suas propostas numa só para ser enviada ao Governo e à CP e dela darem conhecimento ao País, publicando-a nos principais jornais. 
Para além das propostas apresentadas os oradores da noite insurgiram-se claramente contra o projecto da CP, apontando exaustivamente, os impactos negativos da solução. O Poder Local assumiu no seu todo a defesa dos interesses dos seus eleitores e concidadãos, e outra coisa não era de esperar. 
Vamos aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos esperançados nas diligências do executivo Junto do Governo para não permitir que o projecto não vá por diante.

Espinho Vareiro, 2 de agosto de 1996

JOSÉ MOTA ALERTA JOÃO CRAVINHO E ELISA FERREIRA: SÓ DEMISSÃO DO PRESIDENTE DA CP PODE EVITAR CONFLITOS IMPREVISÍVEIS

Em ofícjos nesta data remetidos aos Ministérios da Tutela e do Ambiente, o presidente da Cãmara Municipal de Espinho, José Mota, sublinha que «a urgente demissão do presidente da CP é a única forma de se evitar a eclosão de um conflito de repercurssões imprevisíveis envolvendo os cidadãos de Espinho e os representantes que elegeram nas urnas». 
José Mota salienta que «o silêncio mantido pelo presidente da CP em relação ao alarme manifestado pela Câmara face à brutalidade das consequências que a quadruplicação da linha férrea traria para Espinho apenas vem comprovar a incapacidade do mesmo para o diálogo, situação que já era conhecida mas que agora se torna insustentável». Para o líder da edilldade espinhense, «todos os caminhos levam à demissão do presidente da CP». E explica: «Se a falta de diálogo provém do desconhecimento que mostra em relação à situação e do estudo de impacto ambiental, tem de ser demitido por incapacidade e ignorância». «Se a falta de diálogo provém pelo hábito de tomar decisões à revelia do interesse das populações, tem de ser demitido por inadaptação da sistema democrático que rege um país moderno e progressivo». 
Por fim, e « no sentido de evitar que a situação se agudize a um ponto de que não haja retorno», José Mota vai solicitar audiências urgentes aos. ministros João Cravinho e Elisa Ferreira. «A modernização do caminho de ferro é um imperativo nacional, mas que não pode destruir o desenvolvimento económico e social das regiões. Ora, existem alternativas que compatibilizam perfeitamente os diversos interesses em causa. Pare, ce que só o presidente da CP não as conhece. E tempo de pôr fim a este escândalo» - termina José Mota.