Quercus contesta hangar ilegal
A reunião pública do Executivo de 29 de Junho foi animada pela presença de um pequeno grupo de ambientalistas da Quercus que empunhavam um cartaz contra o hangar que está a ser construído no aeródromo de Paramos, bem como contra a revitalização deste.
Antes, pelas 15 horas, a Quercus fizera reunir cerca de 50 pessoas junto das obras daquele hangar para, perante diversos orgãos de comunicação social local e nacional, — RTP, RDP, RÁDIO NOVA, PÚBLICO, JN, O PRIMEIRO DE JANEIRO, DEFESA DE ESPINHO E ESPINHO VAREIRO — denunciar a ilegalidade daquela construção e tornar bem clara a sua oposição ao projecto de revitalização do aeródromo, aliás junto à reserva natural da Lagoa de Paramos.
A Quercus criticou também a Câmara de Espinho por enxovalhar a sua própria Portaria n.° 896 de Dezembro de 1984 que regulamenta o plano de urbanização a sul de Espinho e que impede « qualquer nova construção ou ampliação de outras já existentes».
Apanhados em flagrante
Ainda durante a curta ocupação simbólica das obras, a equipa da RTP teve a rara oportunidade de filmar em flagrante uma camionete a descarregar entulho, imagens que foram transmitidas no noticiário das 13 de 30 de Junho. Alertado, o piquete da GNR obrigou os prevaricadores a carregarem o lixo sob pena de lhes aplicar pesada multa.
Floreiras bordadas
O executivo deliberou aplicar bordaduras nas floreiras da Rua 19 para impedir a destruição das flores pelas águas das lavagens das montras e pelas enxurradas. Rosa Albernaz (PS) absteve-se e Casal Ribeiro ( CDU) votou contra. Ambos por considerarem a operação demasiado cara para apenas um remedeio que em nada resolverá o problema.
Sobre o assunto apraz-nos registar a seguinte troca de palavras entre Romeu Vitó (RV) Valdemar Ribeiro (VR) e Rolando de Sousa (RS): RV «Estive com o sr. Vereador Valdemar debaixo de chuva, com guarda-chuva, e vi que as adaptações feitas nos pluviais resultaram». VR: « Eu tirei com o guarda-chuva as folhas que estavam a entupir o fluvial do Riba Mar». RS: «Talvez o problema de Espinho é ter pouca terra».
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 9 de julho de 1993