No último dia 13, a Câmara adquiriu, em praça pública e por 55 mil contos, a antiga fábrica de conservas «Brandão Gomes», unidade fabril fundada em 1884 e que, ao longo das décadas após a fundação, foi um verdadeiro pilar do progresso de Espinho, até à sua decadência meio século depois. Apareceram mais duas propostas, mas inferiores.
A sua história até aos dias de hoje já foi feita. A partir de agora o espaço que ela ocupa pertence definitivamente a Espinho e a Câmara vai deliberar sobre a sua utilidade futura, pois, apesar de estar prevista a sua parcial utilização para o Museu Etnográfico e Histórico, a área excedente irá ser objecto de estudo urbanístico que poderá vir a rentabilizar o investimento agora feito.
Aliás, a recuperação do corpo principal do edifício implicará mais investimiento, dada a deterioração por falta de conservação a que chegou nos últmos anos. Uma coisa é certa: o mais importante símbolo do nascimento e progresso de Espinho está salvaguardado do camartelo e da ganância dos tempos modernos.
Espinho Vareiro, 22 de agosto de 1986
