O QUE FOI DITO
A Páscoa foi o outro dia. De Abril para cá muito se disse. O «ESPINHO VAREIRO» registou. E seleccionou para leitura amena em férias.
Adérito Santos (PSD)
- «Gaioso Vaz terá de o provar (acusações sobre compra maciça de quotas para atrair votos a Adérito Santos). Essas afirmações demonstram a sua inexperiência política. Estas questões não deveriam ser alimentadas ném discutidas em praça pública, mas sim no seio do Partido.» (DE» 14.7.94)
António Canastro (PS)
- «Não se justifica estar a gastar tanto dinheiro numa passagem subterrânea para peões.» («DE», 21.4.94 — sobre a revitalização do aeródromo)
- «A maneira actual de construir fez surgir um conjunto de prédios que implicaram a destruição de algumas casas quetinham um armais bonito.» («DE» 21.6.94)
- «Quanto ao barracão da Avenida 8 (vulgo «Folhetas Astória») ainda há pouco tempo passei com alguns colegas da vereação por lá e todos foram unânimes em considerar o seu lamentável aspecto de facto negativo para a imagem sócio turística de Espinho. Penso que, de imediato, uma pintura agradável melhoraria a situação» («EV» 15.7.94)
António Catarino (PSD)
- «É injusto as Juntas de Freguesia não fazerem parte das comissões de acompanhamento que se têm formado» (Assembleia Municipal, 18.5.94)
- «O nosso principal inimigo não é o governo, são as Câmaras que não nos deixam fazer nada». (Assembleia de Freguesia de Espinho, 5.7.94)
- «Não sou defensor da Câmara, de maneira nenhuma. Antes pelo contrário!» (ibidem)
Camarinha Lopes (PSD)
- «Há-de haver um momento em que Espinho não comportará mais gente. Basta fazer uma avaliação daquilo que se passa à segunda-feira para se perceber que naquele dia a cidade tem uma qualidade de vida menor em consequência do número de visitantes que tem.» («DE» 21.6.94)
- «A primeira revisão (do orçamento e plano de actividades para 1994) ora proposta não constitui sensível alteração à filosofia política adoptada, pelo que, não obstante o voto favorável, nos merece motivo de preocupação a indefinição que ela traduz quanto ao caminho a adoptar relativamente ao desenvolvimento futuro do concelho, especialmente no que concerne às obras relativas às contrapartidas do jogo cada vez mais adiadas» (Executivo camarário, 14.6.94)
Correia de Araújo ( CDS)
- «E um destes dias não se admirem se acordarem com o discurso oficial revisto e aumentado: Deus, Pátria, Família e Coca-Cola.» («MV» 21 . 4.94)
- «É um Abril puro, genuino e sem artificialismos que aqui hoje celébro e recordo. (...) Um Abril ao natural, e mesmo que hoje patrocinado por refrigerantes, um Abril sem corantes nem conservantes.» (Assembleia Municipal, 25.4.94)
- «A esperança num futuro melhor, mais justo, mais igual e mais fraterno passa por Abril. Ele é tudo... ou quase tudo! É quase tudo porque ainda há fome em Portugal. É quase tudo porque ainda há barracas em Portugal. É quase tudo porque ainda há crianças sem o direito a serem crianças. É quase tudo porque ainda há idosos sem o olhar da solidariedade. É quase tudo porque ainda há trabalhadores sem salário e sem direito à sua própria dignidade. É quase tudo porque a insegurança aumenta, o desemprego assusta e as condições de vida degradam-se. É quase tudo porque a nossa identidade, como Nação, está ameaçada. E o 25 de Abril pode ser quase nada se desistirmos de lutar.» (ibidem)
- «Conheço três categorias de Vogais: os que falam, os que não falam e os que ouvem. Os da CDU falam mas não ouvem. (Assembleia Municipal, 18.5.94)
- «Não falei na passada 6ª feira 13 porque sou supersticioso, como bom democrata cristão». (ibidem)
- «O ataque do PSD contra o logotipo mais se podia chamar o golpe de estado da sardinha». (Assembleia Municipal, 29.6.94)
Fernando Fernandes (CDU)
- «Sou Secretário da Junta de Freguesia de Anta por indicação do Sr. João Félix (Presidente da Junta)» (Assembleia Municipal, 23.5.94 — identificando-se para rebater afirmações de João Félix)
Gaioso Vaz ( PSD)
- «A revitalização da pista é cara de mais para continuar a ser uma pista privada do AeroClube da Costa Verde.» («DE», 21.4.94 — sobre a revitalização do aeródromo)
- «Julgo que Espinho talvez ainda não tenha atingido a maioridade. É inegável que algo mudou (...). É inegável que o aspecto mudou muito, mas foi só o aspecto!» («DE» 21 . 6.94)
- «A primeira revisão (ao orçamento e plano de actividades para 1994) ora proposta não constitui sensível alteração à filosofia política adoptada, pelo que, não obstante o voto favorável, nos merece motivo de preocupação a indefinição que ela traduz quanto ao caminho a adoptar relativamente ao desenvolvimento futuro do concelho, especialmente no que concerne às obras relativas às contrapartidas do jogo cada vez mais adiadas» (Executivo camarário, 14.6.94)
- «Não está em causa a derrota, está em causa a maneira como a vitória foi conseguida, porque desonesta, não admissível dentro do mesmo partido e ainda por cima num núcleo tão pequeno como é o de Espinho. Tenho menos razões de queixa dos meus opositores nas autárquicas (...) do que contra alguns dos meus companheiros partidários na mini campanha para estas eleições. (...) Houve elementos da outra lista que ao contactarem militantes lhes diziam que se votassem na sua (deles) lista lhes pagariam as quotas, o que se veio a verificar na prática, porque assistimos à compra maciça de quotas que depois foram entregues aos militantes. (8.7.94 — na sequência da sua derrota, por 4 votos, para a concelhia do PSD, pelo adversário Adérito Santos)
- «Há aqui um grupo que põe os seus interesses pessoais acima de tudo e que agora verifiquei que é exactamente o mesmo que acusei de ter feito contra-campanha nas eleiçõès autárquicas porque não lhes foram dados lugares! No meu discurso de apresentação das autárquicas, disse que não perdoava traições. Já houve duas... Sinto-me na obrigação de pôr a descoberto esta situação. O Partido só estará completamente são quando este grupo for completamente expurgado de dentro!» («DE» 14.7.94)
Guy Viseu (PSD)
- «Eu antes de ser PSD sou Guy Viseu» (Assembleia Municipal, 11.7.94 — debatendo uma recomendação do PSD para a Câmara elaborar uma proposta de regulamento para ordenar e disciplinar a atribuição de subsídios)
João Félix (PSD)
- «Foi essa vontade dos antenses (não dar maioria ao PSD) mas isso não me impede de dizer esta forma de eleger está errada. Um partido (PSD) ganha uma Junta de Freguesia e acaba por não ganhar nada, por não poder executar a sua política e isso não traz satisfação nem aos eleitos nem à maioria dos cidadãos». («DE» 14.7.94)
- «A nossa (da Junta de Freguesia) autonomia é nula, a não ser... mendigar, mendigar...» (ibidem)
João Ribeiro (CDS)
- «Não aparecerão problemas pelo facto de o autor (Ricardo Catarino) não ter assinado? Só sei que os candidatos do PSD mentiram ao povo de Guetim quando afirmaram estar o projecto (do Complexo Desportivo) assinado e que a obra ia começar em breve. Afinal não está nada resolvido!» (in «MV», Assembleia de Freguesia de Guetim, Maio)
- «Fui eu o autor dessa reportagem no «Maré Viva», que só não veio assinada por lapso que desconheço. Tenho aqui as cópias do que escrevi e o senhor pode comprovar o que disse. O próprio presidente da Junta, quando leu os meus apontamentos, comprovou não haver fuga à verdade. Continuarei a escrever tudo o que seja útil para Guetim, esse é o meu interesse! O senhor e outros foram convidados por esse jornal e nunca o fizeram...» (in «MV», ibidem)
Jorge Alves (PSD)
- «Isto é um problema sério que tem de ser enfrentado de frente». (Assembleia Municipal, 29.6.94 — sobre a situacão catastrófica no cemitério de Anta)
Jorge Carvalho ( CDU)
- «O processo que conduziu ao encerramento da empresa foi iniciado há já alguns anos atrás e pormenorizadamente delineado para conduzir ao desfecho que agora se concretiza: criação de uma nova empresa (a Sociedade de Esmaltagem e Fundição, Lda) sem que qualquer medida de gestão o justificasse: transferência dos trabalhadores para a nova empresa sem que fosse acompanhada da respectiva transferência de património; consequente diminuição das garantias patrimoniais dos trabalhadores.» (Assembleia Municipal, 13.5.94)
- «Não me consta que um pressuposto da democracia seja a superstição, muito menos da doutrina cristã». (Assembleia Municipal, 18.5.94 — protestando contra uma tirada de Correia de Araújo)
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 29 de julho de 1994