APARTHOTEL CLANDESTINO HÁ MAIS DE UM ANO
Aprovado como prédio de apartamentos, o edifício da rua 62 funciona há mais de um ano como aparthotel sem autorização camarária, da Direcção Geral de Turism í e da Delegação de Saúde.
A iniciação da exploração teve o conhecimento e o «deixa andar» do anterior presidente da Câmara. Romeusadamente. Com as costas quentes o empresário do clandestino continuou o negócio até que ultimamente o abuso começou a ser encarado face à lei pelo exevutivo de José Mota como mais um estropício a ter que ser legalizado.
Na verdade este «aparthotel» é constituído por apartamentos destinados a habitação. Com cozinha, despensa e quartinhos de banho de serviço. Daí que será difícel, mas não impossível, fazer obras de transformação para legalizar o que está.
Na Câmara obtivemos a informação de que o proprietário já terá pedido a legalização à Direcção Geral de Turismo, mas aquela entidade exige para o efeito o cumprimento das normas para empreendimentos deste género. O proprietário é ainda dono da residencial do Grande Hotel na rua 19 e do edifício do antigo Café Moderno e tem sido protagonista de vários negócios de vulto na cidade.
Espinho Vareiro, 29 de julho de 1994