Parque de Campismo da Solverde clandestino

Quando, há meses, noticiámos que o Parque de Campismo que a Solverde ainda está a construir no Mocho era clandestino, justificávamos que a sua construção não estava a ser executada com a devida autorização camarária. 
O Executivo limitara-se, face ao atropelo, a proceder de acordo com a Lei, multando a Solverde e embargando os trabalhos em curso. A prevaricadora não ligou à intimação e continuou os trabalhos, talvez confiada na influência que julga ter a nível do Poder Central, ou para ver se conseguia diminuir o prazo de aprontamento que, como temos noticiado, termanou em 31 de Dezembro de 1980, e assim fugir às brandas multas que o Conselho de Inspecção de Jogos tem que aplicar pela ultrapassagem do prazo acordado. 
A meio do Verão, que está prestes a deixar-nos, a firma construtora acelarou os trabalhos, para tentar concluir o Parque e a Solverde pediu à Direcção-Geral de Turismo autorização para abrir ao público a controversa obrigação. A resposta foi negativa por não ter entrado naquela Direcção-Geral o projecto das instalações já construídas. 
Não ficamos nada admirados com a atitude da entidade turística. O desplante da Solverde era muito descarado para poder receber qualquer jeito. E depois que a informação não tem o açaimo da censura oficial, é arriscado meter pata na poça... Mas ficámos admirados com a arenga de um administrador da Solverde, proferida no decorrer da comemoração pantagruélica do segundo aniversário da inauguração da primeira metade do «ESTÉTICO» edifício do novo Casino, em que deu como construído o Parque de Campismo! 
E também não ficamos admirados com a arenga do presidente da Assembleia Geral  da benemérita sociedade, quando se lamentou das noticias verdadeiras que veiculamos neste Jornal acerca das actividades da Solverde, considerando-as ataques. 
Bom seria que não embarcasse em barcos tão frágeis... 

CENTRO COMERCIAL E RUA 6 

Por arrastamento, surge agora a oportunidade para abordar estes dois casos. O Centro Comercial Solverde n.° 1 também é clandestino, por não ter aprovado o respectivo projecto. A Rua 6 foi açambarcada e não consta que já tivesse sido paga ao Município. Que espera a Câmara para fazer valer os direitos que lhe competem, em defesa dos interesses dos cidadãos?

Espinho Vareiro, 11 de setembro de 1981