A penalização cometida à Câmara pelo Ministério da Administração Interna no caso da bancada do Campo da Avenida é lamentável e demonstra que a coisa pública não deve ser confundida com interesses inconfessáveis.
A segunda condenação em pouco mais de um ano com que o Ministério brinda o nosso executivo, afinal vítima de pressões intoleráveis e de conluios arranjistas de alguns infiltrados no aparelho autárquico.
Este último resultado veio mesmo cair no meio de outra inconcebivel tentativa de subverter o plano urbanístico aprovado para o Parque da Cidade e a resultar no maquiavélico plano, será mais que certo que novamente o Ministério terá que se pronunciar sobre a transparência e legalidade de mais uma consciente e arrogante decisão marginal.
Resta aguardar a sentença do Tribunal Constitucional para que este caso fique legalmente arrumado. Para a história de Espinho ele perdurará para sempre exactamente como fica registado nas páginas dos inquéritos governamentais, arquivados na Câmara e denunciados na Comunicação Social.
Espinho Vareiro, 20 de setembro de 1990