SANEAMENTO

O fundo da fossa

Imagem: Google Maps, setembro 2014

Afinal a gravidade da situação no saneamento no concelho, antes na cidade, é mais incrível do que a princípio soubemos por documentos oficiais. 
Na verdade existem em vigor soluções de saneamento tipo rural com a rede de saneamento a dois passos. É o caso dos sanitários da Câmara junto do Restaurante Cabana, que, construídos há cerca de 20 anos, funcionam para uma fossa séptica. Com a sobredarga de utentes no verão, os limites da capacidade da fossa são excedidos, as fezes extravassam para a ribeira do Mocho e daí para o mar. Razão porque os coleiformes fecais nas águas da praia, onde milhares de turistas se banham, atingem números preocupantes e intoleráveis por serem resultado dos que nos têm governado. E, justificação, da retirada da bandeira azul. 
Esta situação mantém-se um pouco por toda a cidade onde os motores das elevatórias da rede de saneamento têm mais de trinta anos e estão permanentemente a avariar. A sua substituição por novos não se tem feito por absoluto desleixo dos responsáveis administrativos dos Serviços Mu nicipalizados, já que os resultados da sua exploração têm dado bom dinheiro como se verifica pelo lucro de 330 mil contos no ano findo. 
É urgente rever toda a rede de saneamento e pôr em prática a sua eficácia. Se não, para o ano, temos aí a campanha eleitoral a cantar as preocupações da água, saneamento e habitação...

Espimho Vareiro, 2 de setembro de 1988