TAXISTAS CONTRA PRAÇA LIVRE CONDICIONADA
O regime de praça livre condicionada dos táxis deverá continuar até Setembro, altura em que a Assembleia Municipal (AM) debaterá o assunto, deliberou a Câmara em 24 de Agosto na sequência da apresentação de dois abaixo-assinados solicitando a sua revogação.
Segundo o documento subscrito por 15 industriais de táxi, o período experimental para o actual sistema terminou em 26 de Agosto, não contentou ninguém nem foi cumprido porque ninguém foi responsabilizado pela sua fiscalização. Por outro lado, 8 motoristas assalariados mostram-se preocupados com os seus postos de trabalho devido à «concorrência desleal» provocada pela deslocação dos carros da praça da Rua 20 para a Estação.
Recorde-se que o regime de praça livre condicionada entrou em vigor em 4 de Fevereiro deste ano após a sua aprovação pela AM (6.10.92) e pela Câmara (12.1.93). O processo nunca foi pacífico. Já na reunião pública da Câmara de 27.10.92, um requerimento subscrito por 15 dos 18 taxistas da praça da Estação, acusava os motoristas da Rua 20 de criarem um círculo vicioso: não tinham clientes à noite precisamente porque não estacionavam lá.
«Há que ter também em consideração que quando foi aberto concurso, e os mesmos concorreram, sujeitaram-se às regras do jogo sabendo que a postura seria junto à Câmara», dizia o documento. «A solução também sugerida pela Assembleia Municipal é sui generis no País propondo uma escala rotativa obrigando viaturas que há 40 anos estacionam na Estação e que à custa de inúmeros sacrifícios criaram dedicados clientes que hoje os procuram, veriam a curto prazo que o sacrifício de tantos anos foi inútil pois que obrigados por uma ilegal escala rotativa não os encontraria na sua postura habitual», dizia ainda o documento.
Os subscritores do requerimento solicitavam «continuar o seu por vezes difícil trabalho no local em que sempre o fizeram» de modo a evitar «conflitos verbais» no «dia a dia dos taxistas desta cidade».
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 3 de setembro de 1993