O FOGUETÓRIO
Já troaram os primeiros morteirosDos quatro dias que vai durar a festança.Gasta-se dinheiro a rodos em estouros foleiros,Só para satisfazer vaidades e Cagança.Antigamente, nas parvónias isoladas,Quando o dinheiro se contava aos tostões,Com puns de foguetes às bateladas,É que se avisavam da festa os foliões.Agora, na época d'ouro das electrónicas,Andar a fazer propaganda de festinhas,Ao som de fartos foguetórios!Dane-se quem não gosta de festas sónicas,Aguente-se quem não grama ajuntamentos,Porque manda quem tem gostos simplórios.
Poeta Acácio
Espinho Vareiro, 19 de setembro de 1997