Junho, Julho, Agosto e Setembro. Férias que já lá vão. Agora é a hora de pensar no combustíve! para a rentrée autárquica. E de recordar o que res ponsáveis políticos disseram e o que foi dito sobre eles. Divirtam-se!
- «Não devemos só produzir turismo; devemos, acima de tudo, produzir turistas». (PUBLICO, Julho 2)
- «Quem nos diz a nós que o PSD não vai fazer ao próximo presidente o que fez a Vitó, puxando-lhe o tapete a meio do mandato?» (PUBLICO, Julho 2)
- «Foram sempre ignorados os bem intencionados contributos da Oposição para evitar problemas e foi a deficiente organização dos processos que deu lugar aos atrasos, muito prejudiciais para o município. Aliás o Sr. Presidente teve normalmente uma maioria que o apoiou e quando isso não aconteceu recorreu ao voto de qualidade para levar por diante os seus propósitos, mesmo quando sabia que eram muito contestados». (Executivo, sobre o famigerado processo da reconversão da Piscina — Agosto 31)
- «O recurso foi feito sem prévia deliberação do Executivo. Fui sempre contra a adjudicação (da obra reconversão da Piscina) feita á GSEJ/JAPAC em virtude das incorrecções e ilegalidades do processo, que vieram a ser confirmadas pelo Tribunal de Contas e depois pelo Tribunal Administrativo. (Executivo, Setembro 7)
Clara Lacerda (PSD)
- «Sinto-me chocada com a estagnação que vem atingindo gravemente a terra onde nasci. A freguesia (Silvalde) envelheceu. Todos nós, jovens, nos sentimos frustrados com uma situação que há muito deveria ter sido alterada e não o foi, porque as pessoas que a governam, são praticamente as mesmas desde o 25 de Abril» (in «DE», 2.9.93)
- «O epíteto de cidade caiu em desgraça» (Assembleia Municipal, Junho 28— defendendo a ideia da alteração dos dizeres «Cidade de Espinho» para «Espinho» no brasão do município.
Ferreira de Campos (PSD)
- «De certeza que não sou o futuro presidente da mesa da Assembleia Municipal» (Assembleia Municipal, Junho 28).
- «José Mota? Não o conheço». (PUBLICO, Julho 2)
- «No dia 23.3.80 (um Domingo) é encontrado no Rio Douro um cadáver. O Instituto de Medicina Legal (IML) estava fechado; todas as tentativas de encontrar o Director resultaram infrutíferas; o Hospital de Santo António recusou-se a receber um cadáver naquelas condições. Desloquei-me de Espinho, onde vivia, e pessoalmente fiz aquilo que tinha avisado: ordenei que fosse partido um vidro de uma janela que dava acesso às chaves do portão do IML. Aberto o mesmo, o cadáver foi depositado no sítio certol. No dia 26.3.80 um despacho do Sr. Ministro da Justiça ordenava a abertura do IML aos fins de semana. Um assunto que durante mais de três meses não foi resolvido por quem tinha obrigação de o resolver, foi-o em três dias face a uma atitude muito pouco normal de quem se sentia com a responsabilidade de zelar pelos interesses de uma população. Aos espinhenses quero garantir que o agora cidadão-candidato mantém o mesmo espírito: para servir aqueles que tem sob a sua responsabilidade usará todos os meios ou seu alcance.» («MV» Julho 8 — explicando a notícia publicada no «EXPRESSO» sob o título «Arrombador de morgue»)
- «Da cidade e do concelho tenho recebido apoios entusiásticos à minha candidatura. À natural frieza inicial, sucedeu um clima de verdadeira explosão que constitui para mim um grande estímulo. Sinto-me feliz mas não surpreendido». (in «DE», 26 Agosto)
Jorge Carvalho (CDU)
- «O CDS é a laranja mecânica do PSD. Mecanicamente apoia-o». (Assembleia Municipal, Junho 28)
- «A vereação PSD/Rolando lá foi rolando de vitória em vitória até à derrota final. Sem capital — financeiro e político — o PSD de Espinho vai agora aos saldos e promete a contratação de uma arma secreta: Rolando de Sousa, um dos responsáveis pela desastrosa gestão cessante.» («EV», Junho 4)
- «O sr. coronel (Gaioso Vaz) não me conhece porque nem sequer vive em Espinho, e não está a par do que se passa no concelho». (PUBLICO, Julho 2)
- «Se a eleição fosse para comandante do Regimento de Engenharia de Espinho, até eu votava no coronel (Gaioso Vaz). Mas esta eleição é para a Câmara de Espinho, e o coronel, felizmente, ainda não é um regimento». (PUBLICO, Julho 2)
Manuel Faria (PSD)
- «As obras de ampliação do cemitério deviam estar prontas há dois anos. Estão gastos nelas milhares de contos que não se percebe em quê. As escolas pré-primárias na Idanha e Esmojães, já prometidas em mandatos presidenciais anteriores é pelo actual presidente, ainda nem projecto têm. Os arruamentos, a iluminação pública e um recinto desportivo no Bairro da Ponte d'Anta continuam por resolver. Prometeu-me ainda a Vereadora Elsa Tavares a construção de uma creche e de uma pré-primária já no mandato anterior e até hoje nada. (Executivo. Julho 27)
Margarida Fonseca (JN)
- «José Fonseca é como o azeite: escorrega, não se mistura quando não lhe convém e está sempre por cima» (in «MV», 2.9.93)
«Não me chocava nada mudar de partido, pois as diferenças entre a gestão camarária do PS e do PSD são muito poucas, ou nenhumas. Porém estas mudanças são sempre mal interpretadaas, e há amigos de longa data que não gostaria de trair». (PUBLICO, Julho 2)
Romeu Vitó (PSD)
- «Esta situação de amizade que Espinho iniciou com Brunoy é um oásis no conturbado mundo que estamos a viver.» (Junho 12 — 2.a assinatura da geminação)
- «(A Comissão Concelhia do PSD tem veiculado) notícias denegrindo a minha imagem.» (in «PJ» de 15 de Junho)
- «Estar à frente da Câmara de Espinho foi uma boa experiência porque serviu para conhecer a máquina diabólica da política e da vida. Serviu de vacina, estarei atento, mas não boicotarei nem farei campanha por ninguém. Andei meses a encher. Agora chegou a hora de rebentar.» (in «PJ» de 15 de Junho)
- «A grande prejudicada dos diferendos e das lutas partidárias é a cidade, o concelho e toda uma população que na sua grande maioria desconhece o essencial o que na realidade se passa.» (Junho 16- Discurso do Dia da Cidade)
- «A candidatura de Gaioso Vaz é um atestado de incompetência às gentes de Espinho pois a Concelhia (do PSD) não foi capaz de encontrar alguém nesta terra para dar seguimento ao meu cargo» (in «PJ» de 15 de Junho)
- «Tenho a sensação que o PS admite que o recurso prossiga, apenas pretendendo que o processo de reconversão da Piscina (...) seja suspenso. No entanto, é do conhecimento geral que, para essa suspensão existe um processo próprio na lei (...) o qual, quer por não estar em tempo quer por não se verificarem os requisitos legais, não pode ter aplicação, além do que, nada sugeria a suspensão». (Executivo, Setembro 7)
Valdemar Martins (CDS)
- «O posicionamento geográfico do concelho de Espinho pode ser classificado como um privilégio. Privilégio pela sua taxa de maritimidade elevada, em termos de razão entre o comprimento da fronteira marítima com a fronteira terrestre.» («DE», Junho 3)
- «Nunca encontrei economistas a exercerem medicina, mas assisti e assisto a pessoas com formação inferior e das mais diversas profissões, algumas nem profissões exerciam, a gerirem autarquias. Acaso a gestão dos bens públicos não será merecedora de respeito maior, ou no mínimo igual, à gestão dos bens privados?» ( «DE» Junho 3)
- «Estes clubes, arrastantes e aglomerantes de gentes, que levam o nome de Espinho para longe das suas fronteiras, merecem-nos reconhecimento e estima.» («DE», Junho 9)
- «A Lagoa de Paramos, pelas suas características, é um dos focos mais poluidores do nosso Concelho e dos mais perigosos. Trata-se de uma zona de águas estagnadas, habitat sobretudo de insectos que invadem a cidade e as freguesias atmosféricas, estes insectos causam doenças e prejudicam seriamente o turismo e agravam o nosso bem estar. » (sic) («DE», Junho 17)
- «Espinho é uma cidade quase turística» («DE», Julho 1)
- «Haverá também múltiplos pontos polarizadores dos pontos periféricos que se traduzem nas medidas concretas que desenvolverei para atingir os objectivos enunciados no ponto fulcral» (in «DE», 2.9.93)
Valdemar Ribeiro (PSD)
- «Eu tirei com o guarda-chuva as folhas que estavam a entupir o pluvial do Riba Mar» (Executico, Junho 29)
- «O Sr. Presidente deveria ter trazido à Câmara para deliberação o recurso à sentença do tribunal, por uma questão de solidariedade política. (...) Até à resolução do processo a Câmara não deverá pôr a obra (reconversão da Piscina) a concurso». (Executivo, Setembro 7)
Octávio Lima
Espinho Vareiro, 17 de setembro de 1993