EXECUTIVO CAMARÁRIO

Nave desportiva: concurso polémico 

Vinte das 21 propostas ao concurso para construção da nave desportiva polivalente foram admitidas pela Câmara em 31 de Agosto, oscilando os orçamentos entre um milhar de milhão setecentos e dezasseis milhões, e oitocentos e sessenta e cinco milhões de escudos, e o prazo de execução entre 15 e 20 meses. Três empresas reclamaram. Duas prevendo a exclusão de três concorrentes por não incluirem no valor da sua proposta o custo da pista amovivel e a exclusão de outras cinco por não incluirem as instalações mecânicas «registos corta-fogo por comando electroíman» solicitadas no caderno de encargos. A outra manifestando-se contra a admissão de três concorrentes por não incluirem no valor das suas propostas a execução da pista conforme exigido por um fax da Câmara datado de 10 de Agosto. Conseguimos entretanto apurar que as três empresas vão apresentar recursos hierárquicos pelo facto da Câmara ter indeferido as suas reclamações «por não considerar os motivos aduzidos impeditivos da aceitação das propostas constantes das referidas reclamações».

Contribuição autárquica divide a Câmara 

Rolando de Sousa, Elsa Tavares e Romeu Vitá, com o seu voto de qualidade, fizeram aprovar a taxa de 1.2% para a contribuição autárquica de 1994. Contra votaram Valdemar Ribeiro e José Fonseca, que defendiam 1.3%, e Artur Bártolo e Casal Ribeiro que avançavam com 1.1%. A proposta baixará à Assembleia Municipal para deliberação que deverá ser comunicada à Direcção-Geral de Contribuições e Impostos até ao fim deste ano.

Breves, com transferência 
* Dois mil contos foram transferidos para a Junta de Freguesia de Guetim «para acorrer a despesas de capital».
* Mais 3 fogos foram vendidos no bloco habitacional da avenida S. João de Deus na sequência do segundo concurso público aberto em 6 de Julho. 
* Três jardineiros vão ser admitidos por proposta de Artur Bártolo. Contra a vontade de Valdemar Ribeiro.

Octávio Lima
Espinho Vareiro, 10 de setembro de 1993