MISTÉRIOS DA ÉPOCA VITÓ

OS CASOS DO CABANA E DA DOAÇÃO DO DR. LITO


O imbróglio sobre a situação da legalidade em vários aspectos do edifício do restaurante Cabana continua por resolver, apesar de há largos meses o presidente Vitó ter assumido na Assembleia Municipal estar a tratar do assunto. O caso, todavia, é mesmo um imbróglio.
Parte do terreno onde o edifício foi construído será, alegadamente, do domínio público marítimo. Mas o que é facto é que em mais de 21 anos que o edifício entrou em funções depois de construído, a Capitania do Porto do Douro nunca reclamou qualquer direito sobre a construção. A situação entretanto é muito estranha porque, o actual explorador do restaurante não paga qualquer renda à Câmara. Aliás nunca desde a entrada em funcionamento do restaurante a Câmara terá recebido qualquer contrapartida pela exploração, o que é verdadei ramente insólito.
O que é facto é que existe uma exploração ilegal consentida há anos e não se vislumbra interesse do executivo em pôr termo à ilegalidade, o que nos leva a admitir que a manobra dilatória agora em curso tem como objectivo escoar o tempo de vigência da sua actividade e deixar a batata quente para quem vier. A quem mais interessa uma situação destas para além do actual explorador? O que estará por trás desta ilegalidade de todo o tamanho?

O outro caso prende-se com a verba de cerca de 8 mil contos que o anterior presidente da Câmara Dr. Lito Gomes de Almeida deixou à Santa Casa da Misericórdia de Espinho. Assunto também ventilado há meses na Assembleia Municipal. Vitó garantiu estar a ser resolvido o problema da habilitação de herdeiros afim de ser dado o devido destino àquela elevada importância.
Mas agora, e segundo apuramos, a família do Dr. Lito terá desistido de saber se a verba vai ou não ser entregue à Misencórdia. Resta a Vitó dar o devido conhecimento público do que será feito com ela. E à Misericórdia exigir a entrega do dinheiro, que supomos importante para a sua acção benemérita.

Espinho Vareiro, 17 de setembro de 1993