FÁBRICA DE MOLDES ACABOU
Patrões belgas aproveitaram as férias para levar do pessoal máquinas e material e vender o edifício
Onze trabalhadores entraram de férias no dia 29 de Julho e perderam os postos de trabalho porque os patrões, de nacionalidade belga, aproveitando a ausência do pessoal e a escuridão da noite, carregaram camiões com máquinas e material fabricado e partiram rumo à Bélgica.
A firma «Camarinha—Fábricade Moldes, Lda», foi vendida a uma empresa belga do mesmo ramo há meia dúzia de anos. Segundo nos informou um trabalhador, os negócios passaram a ser conduzidos pela firma na Bélgica desde então. Apesar de existirem algumas anomalias no respeitante a responsabilidades bancárias, o trabalho continuava normalmente. Só que agora, e de repente, a golpada. Da Bélgica mandaram um fax a justificar o encerramento por motivos económicos. De facto não terão pago a muitos fornecedores e não enviaram os descontos dos trabalhadores para a Segurança Social desde Janeiro do ano em curso.
No dia 3 de Agosto o edifício fabril foi vendido a outro belga negociante de automóveis no concelho de Gaia. Agora os trabalhadores sem emprego estão a procurar resolver a situação grave em que ficaram.
Espinho Vareiro, 9 de setembro de 1994